Archive for the ‘Solange da Cruz Battirola’ Category

UM TAL JOÃO por SolBatt

29/11/2009

Um tal João…

Poesia de: Solange da Cruz Battirola

De onde veio?

Para onde vai?

Ninguém sabe.

Ninguém viu!

 

Quando chega,

traz na bagagem:

Contos, causos e histórias.

Quando parte,

leva na memória,

outras mil.

 

Sorri alegre.

É feliz.

Com seu velho violão,

sem cordas,

toca e canta.

Ele mesmo pede bis.

 

Capina, roça, varre…

Carrega ou descarrega.

Realiza pequenas tarefas.

Leva e traz.

De tudo um pouco, ele faz

Por alguns trocados

ou por um prato de comida,

Não recusa, nem pão dormido.

 

Hora aqui,

Outra ali.

Pelos vizinhos,

É benquisto.

Se pede, ganha.

Ganha, até mesmo sem pedir.

 

Quando some,

Sentem sua falta.

Diz que vai para a campina.

Visitar sua amada.

Rever a antiga morada.

Leva junto uma enxada,

sua mala de garupa e,

nas costas, a viola companheira.

 

 

O AMOR por SolBatt

29/11/2009

O amor…

por Solange da Cruz Battirola

Palavra e sentimento.

Chega de mansinho,

Envolve docemente,

Impressiona,

Torna-se experiência essencial.

Transforma nossas vidas

Numa entrega total.

Acolhe eternamente,

Aflora  e acalenta.

Permite descobertas, amadurece,

Aprimora, respeita diferenças,

Revigora, incendeia, enlouquece…

A razão provoca o coração.

Ou é o coração provocando a razão?

Força poderosa,

Luminosa,

Faz acontecer,

Transcender!

Impulsiona o universo,

Palavra que se transforma em verso.

Jamais deixe de amar!

A velha história

Torna-se nova,

A cada novo amor!

O AMOR por SolBAtt

RIO DE MINHA INFÂNCIA – por SolBatt

29/11/2009

 

 

 

 

RIO DE MINHA INFÂNCIA

Solange da Cruz Battirola

 

Um riozinho sempre corre em nossas lembranças.

Que seria de mim, hoje, caso não pudesse recordar,

Com saudades o riozinho de minha infância?

Esse apego saudoso me leva a amar,

Viver, sorrir e partilhar esperanças.

 

Remota memória,

Parte de minha história,

São momentos de angústia, luta e glória.

Feito o rio…

Fazendo seu percurso,

Cumprindo seu próprio curso,

Em busca do mar da vitória.

 

Quem não tem um riozinho em sua vida?

Seja ele concreto, imaginário ou literal.

Real é o meu,

Um rio de águas limpas, puras e cristalinas.

 

Talvez nem corra mais como outrora,

De todo modo, ele é o meu rio,

Para todo o sempre.

Infância é isto,

Um barulhinho d’água

Que nos acompanha

Eternamente!

 

 

TEMPOS DIFÍCEIS por SolBatt

29/11/2009

Tempos difíceis

Solange da Cruz Battirola

Desempregado marginalizado.

Aumento da violência, idoso desrespeitado.

Infância roubada, jovens batendo carteira.

Desigualdade social…

E agora, nesta  fila interminável,

A tal da exclusão digital.

 

Aumento da miséria

Este é o preço da desigualdade,

É  a realidade descortinada,

Depois que pagamos  impostos.

– Protesto! – Grita um cidadão.

– Será  que dias melhores virão?

Tempos difíceis nos desafiam a mudar.

Como desafiaram muitos que já vieram…

Como  desafiarão tantos que ainda estão por vir!

-Soluções??? Existem! São sonhos adormecidos.

(Sonhos que jamais serão esquecidos).

 

TEMPOS DIFÍCEIS por SolBatt

DICAS ECOLÓGICAS

29/11/2009

Dicas Ecológicas

Solange da Cruz Battirola, com o poema Dicas Ecológicas –  1º. Lugar Estadual  no  11Concurso Literário Prêmio Missões, num total de 492 trabalhos inscritos, promovido por Igaçaba Produções Culturais, com apoio da Prefeitura  Municipal de Roque Gonzáles – RS

  

Seja você mesma(o): sorria, ame, cante… Explore seus próprios tesouros.

Encontre-se e descubra novos amigos.

Recicle, reduza, restaure ou reaproveite materiais jogados no lixo.

 

Espalhe sementes por onde for.

Contemple a paisagem do alto de uma montanha.

Ouse plantar: uma, duas, muitas árvores.

Liberte-se,

Ouvindo os sons da mata.

Galopeie campo afora.

Inspire-se com o luar.

Caminhe na grama molhada pelo orvalho da manhã.

Aprenda a assobiar com os pássaros.

Movimente seu corpo, multiplique idéias, perdoe.

Escute as ondas do mar.

Nomeie as frutas e cultive plantas.

Tome banho em rios, lagoas ou cachoeiras.

Encante-se diante de um belo jardim ou de um singelo pomar.

 

Consuma alimentos saudáveis da própria horta.

Olhe para o céu, contemple as estrelas: se for cadente, faça um pedido.

Reconheça um ipê, um jequitibá, uma laranjeira, uma palmeira…

Renda graças a Deus, por tanta sabedoria e beleza!

Encante-se com crianças no parque, praças ou diante de um lago.

Tenha um bichinho de estimação e denuncie  crimes contra os animais.

Orgulhe-se de preservar a natureza!

Brinque e aprenda com o ser humano.

Aprecie frutas, verduras, legumes e hortaliças.

Sinta o poder das pedras e das ervas.

Testemunhe a riqueza da fauna e da flora com toda sua biodiversidade.

Aplique as dicas ecológicas em sua vida e torne-se responsável pela preservação da humanidade!

Solange da Cruz Battirola

VIAGEM A FOZ DO IGUAÇU

VIVER É UMA ARTE

29/11/2009

VIVER É UMA ARTE

VIVER É UMA ARTE

por Solange da Cruz Battirola

Aprender a viver bem

É a maior arte que o ser humano tem!

A arte do bem viver

Não consiste em não sofrer.

Consiste sim,

Num contínuo  amadurecer!

A arte do bem viver

Consiste em

…em chorar quando se tem sofrido.

…despertar quando o outro está adormecido.

…em aparecer quando o nosso alguém está escondido.

…em amar ao máximo, mesmo que este sentimento esteja estremecido!

ANDARILHOS DA EXCLUSÃO por Solange Battirola

29/11/2009

ANDARILHOS DA EXCLUSÃO
Solange da Cruz Battirola
Duas Crianças: o maior, franzino; o menor, “barrigudinho”. Latente desnutrição.
Um, sorrindo do abandono da própria sorte; o outro, implorando a própria morte.
Infância miserável, pivetes maltrapilhos. Poderiam ser nossos filhos.
Mas são filhos de pais desempregados, sem lar e nem amor.
Com fome, na miséria e envoltos na dor.
Não estão na rua porque querem,
São os andarilhos da exclusão.

Pessoas cruzam, apressadamente.
Nem percebem (ou preferem não perceber) o sofrimento escancarado.
Fazem de conta que olham – sem ver.
Alguns sobrevivem do papelão, do trabalho árduo, do próprio labor.
Outros vendem seus corpos, usam drogas e vivem com rancor.
Chega a polícia, faz batida, revista até quem pede esmolas,
Constata crianças que nunca foram à escola, estão na rua, cheirando cola.
Tem gente inocente, parecendo bicho, revirando latas de lixo,
Em busca de um banquete, mendigando, diante do palacete.

Cenas degradantes, na luta pela sobrevivência.
Diariamente, nos deparamos com cenários assim, parece que nunca terão fim.
Presenciamos cenas parecidas, tão cotidianas que fingimos não ver.
São excluídos, vítimas da ganância, da injustiça social, da corrupção.
Tornam-se andarilhos, vítimas da indiferença e da nossa falta de ação.
Parecem solitários, mas são uma multidão; eles não precisam de pena ou de compaixão.
Seus gritos emudecidos, entalados na garganta, clamam por solução.
Seus olhares refletem a esperança de vida digna para a humanidade!
Seus corações choram, choram, choram…
Soluçam diante de tanta exclusão!